As exportações da China caíram acentuadamente nos primeiros dois meses do ano e as importações desaceleraram. A razão é a crise de saúde provocada pelo surto de coronavírus que causou grandes interrupções nas operações comerciais, cadeias de suprimentos globais e atividade econômica e atingiu severamente a produção industrial.
A epidemia da Covid-19 matou mais de 3.000 e infectou mais de 80.000 na China. Embora o número de novas infecções na China esteja caindo e os governos locais estejam relaxando lentamente as medidas de emergência, os analistas dizem que muitas empresas estão demorando mais para reabrir do que era esperado e podem não voltar à produção normal até abril.
Esses atrasos ameaçam provocar um impacto ainda mais longo e mais custoso nas economias dos principais parceiros comerciais da China, muitos dos quais dependem fortemente de peças e componentes fabricados na China.
O relatório comercial desanimador provavelmente reforçará os temores de que o crescimento econômico da China tenha caído pela metade no primeiro trimestre. Seria o nível mais fraco desde 1990.
Índices em queda
Os embarques para o exterior caíram 17,2% em janeiro-fevereiro em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com os dados alfandegários divulgados neste sábado (7), após um aumento de 7,9% em dezembro.
Comércio com os Estados Unidos
O superávit comercial da China com os Estados Unidos nos primeiros dois meses do ano ficou em US$ 25,37 bilhões, mostrou o cálculo da Reuters com base em dados alfandegários chineses, muito menor que o superávit de US$ 42,16 bilhões no mesmo período do ano passado.
As importações de soja nos primeiros dois meses de 2020 aumentaram 14,2% em comparação ao mesmo período do ano passado, devido à liberação alfandegária de cargas para os EUA, compradas durante uma trégua comercial no final de 2019.
Os EUA esperam que a China honre esses compromissos, apesar do surto de coronavírus, disse uma autoridade dos EUA em fevereiro.
Fonte: g1.globo.com
