O presidente Joe Biden promulgou na quinta-feira (23) uma lei que proíbe a entrada nos Estados Unidos de uma ampla gama de produtos fabricados na província chinesa de Xinjiang, diante de acusações de trabalho forçado na minoria uigur.
A norma proíbe importar produtos fabricados total ou parcialmente em Xinjiang, a menos que seja comprovado aos funcionários da alfândega que não são resultado de trabalho forçado.
A Casa Branca destacou que o texto também “impõe sanções aos estrangeiros responsáveis por trabalhos forçados na região”.
A adoção da lei por voto unânime do Senado em 16 de dezembro representou uma vitória para aqueles que propuseram uma política agressiva destinada a combater a violação dos direitos humanos.
A norma foi adotada apesar de uma campanha de lobby de empresas que argumentaram que a medida prejudicaria as cadeias de abastecimento globais, já muito pressionadas pela pandemia.
Ao assinar o texto, Biden agradeceu ao senador republicano pela Flórida, Marco Rubio, um dos autores do projeto de lei, afirmou a Casa Branca.
Os países ocidentais acusam Pequim de trancar os uigures, uma comunidade predominantemente muçulmana e de idioma turco no oeste da China, em grandes acampamentos de trabalho.
Nesta quinta-feira, os departamentos de Comércio e do Tesouro anunciaram novas sanções contra as empresas chinesas de biotecnologia e alta tecnologia acusadas de servir ao governo de seu país para ampliar a vigilância dos uigures.
O Tesouro também proibiu os americanos de fazerem negócios com oito empresas de alta tecnologia, incluindo a DJI, empresa de drones número um do mundo, que já esteve na lista negativa do Departamento do Comércio durante dois anos.
Por: DJI
Fonte: Estado de Minas
